Durability
Este conceito começou a ser mais recentemente abordado na comunidade científica — com um grande volume de publicações desde 2020 — pela necessidade de explicar porque é que atletas com dados muito semelhantes de potência relativa e de características fisiológicas (VO2max, MMP) têm desempenhos tão distintos na mesma corrida e nas mesmas condições.
Durability ficou definido como o momento de início e a magnitude da deterioração das características fisiológicas durante o exercício prolongado (Maunder et al., 2021).
A ideia não é nova. Os treinadores e os ciclistas mais experimentados sabem que, para disputar corridas, é preciso evitar ao máximo essa deterioração depois de esforços longos — acima de 3 h, ou acima de cerca de 35 kJ/kg.
Por isso este parâmetro importa como indicador de performance. Sem ele, podemos não estar a recolher toda a informação necessária.
Podemos ter dois atletas com a mesma MMP de 5 min e a mesma massa corporal. Se, depois de 35 kJ/kg, um perder mais de 3% dessa capacidade do que o outro, o sucesso desportivo pende claramente para quem perdeu menos potência.
Ainda falta investigação para perceber como treinar e avaliar este parâmetro de forma fiável. Até lá, ignorá-lo é deixar de lado uma parte do que decide a corrida.